domingo, 6 de fevereiro de 2011

A minha língua é a minha Pátria...

…a minha Pátria é a minha língua.

Os vossos comentários são compatíveis em conhecimento, com o dos senhores iluminados da cátedra que são pior que m… Só que a nossa universidade tem sido a universidade da vida; apesar de não ser reconhecida pela instituição do ensino, não deixa nada a desejar… Somos homens dum bom senso comum, onde o conhecimento é vasto…! Concordo plenamente com todos os comentários, mas em especial com o alongado comentário do Pikó!
Quero doravante inventar adjectivos como o Eça o fez… lá porque ele teve as credenciais legais por detrás do seu nome, sinto-me também com o direito de o fazer, uma vez que badamecos estrangeiros se auto-proclamam senhores da minha/nossa amada língua.

Vejamos agora, como parecer meu, o porquê destas coisas, a parte de influências e conveniências políticas, muito em especial no campo do “marketing”.

A nossa língua, porque é pura como nenhuma, não deixa de ter os seus prós e contras. Ao contrário do inglês por exemplo, a palavra escrita é padrão absoluto porque escreve-se duma maneira e fala-se doutra, quanto a nossa escreve-se como se fala e fala-se como se escreve, salvo algumas excepções, que para as quais existem regras gramaticais bem explicitas. Uma vez que assim é, existe a sujeição de ser o povo a criar muitas palavras ou de certa forma alterá-las, mas as palavras com base no latim e ainda aquelas que têm vindo por via erudita jamais deveriam ser alteradas.

Os brasileiros têm tido a influencia do espanhol e do inglês, contudo o problema mais notável, é o uso acriançado, lânguido, musicado, da 'pequeninisse' dos “inhos”, dos Ronaldinhos & companhia….

Como exemplo temos o substantivo Portugal e todas palavras terminadas em “L” que eles mudam para “U” - Portugau, bestiau, pantanau, colossau etc., etc.

Aquando no Brasil (Brasiu), em 1991 de férias, curiosamente pedi a um cara, depois de entabularmos conversa, se poderia verbalizar o abecedário para eu ouvir, o que o fez, mas ao chegar ao “L” pronunciou-o “Éle”, pedi-lhe de imediato para dizer Portugal, e, lá veio de imediato o Portugau.

– Então, disse eu, se no alfabeto o “L” tem o valor de “L”, porquê o valor de “U” em Portugal? Ao que respondeu: – “Não sei”!

Prova evidente de que mais tarde ou mais cedo passaremos a ser os portugauses de Portugau olhando que escrevemos como falamos e vice-versa.

Outras palavras que, fui apanhando nas lições de condução que ia dando aqui no Canada a alguns brasileiros:

- Mauro, cuidado com aquele peão além, vá cobrindo a travão agora…

- O quê, quê isso senhor(r)? Peão é de jogar… e travão é freio...

- Sim Mauro é de jogar também; mas olhando que são iguais na grafia, por isso são homógrafas, mas com significados diferentes, está vendo?

- No Brasiu, é um “pedestre”, diz ele.

- Sim, é um pedestre à vossa maneira, e na Espanha é um “pieton”, e em inglês é um “pedestrian”, como vê Mauro, pelo menos são palavras originais da palavra básica – “pé”, só que os super trapalhões dos ingleses não têm pés, têm “foot” no singular; “feet” no plural; quando o (pe)destrian vem de pé…

Estas são algumas exemplificações de milhares existentes nas línguas parcial ou totalmente latinas, por isso, os doutores de marca “Crapp” m…, em português – à Doutor Luciano da Silva - deveriam ter muito respeitinho pela língua mais pura que alicia os membros Lusos que sempre tiveram Portugal como berço e o mundo para receber seus corpos no seu eterno descanso…!

7 comentários:

edumanes disse...

Não tenho curso de formação linguístico, motivo pelo qual, também, não estou muito à vontade para poder discutir essa matéria. Todavia compreendo que certas frases não deveriam ser alteradas.
Portugal tem a sua identidade, e dela não deve prescindir em abono de qualquer outro país.
Como o dizes e muito bem, escrevemos e falamos da maneira como escrevemos. Portugal dos portugueses, e não portugueses de portugau.
Porque razão se escrevia a palavra directo, e agora com o acordo ortográfico passa a escrever direto.Excluindo-se o "c". Só porque os brasileiros e outros que falam a lingua portuguesa entendem que Portugal deve fazer como eles querem e não como Camões escreveu.
Um abraço
Eduardo.

Piko disse...

Amigo Leiria:
A minha filha há três anos esteve numa das praias a cerca de 160 Km de Fortaleza. Travou algum conhecimento com pessoas do sítio, mais para se inteirar do seu modo de vida, costumes, etc. Numa das conversas a minha filha utilizou o termo "rapariga" e qual não foi o espanto, quando logo ripostaram:« Ai, não chame de rapariga, não!... Diga moça, porque "rapariga" é de alguém com mau porte...», ou seja, (..........)com as letras todas.
Este exemplo é elucidativo de que não vai haver a mínima hipótese de uniformizar as duas línguas, se dúvidas houvesse!
Claro, que não se trata de qualquer preconceito contra a nação brasileira, era o que mais faltava, só que as línguas e os dialectos são o que são e não vamos lá com jeitinhos, como tanto gostam de fazer na política... que às vezes até se percebe!
Os povos são diferentes porque as culturas também são diferentes, e, por isso, se diz, que a língua(quando a têm), é a maior riqueza de um povo!
Por falarmos em português, aproveito para dizer que a nossa língua está muito bem no contexto nacional e internacional e recomenda-se!

Valdemar disse...

As línguas como todas as coisas deste mundo mudam... Se alguém tentar lêr "a Peregrinação" em português antigo, ninguém (se não tiver conhecimentos) a irá entender e até o seu autor não iria perceber patavina se pudesse falar com o Don Afonso Henriques... Dito isto, gostaria de dizer que palavras novas no portugês surgem consoante a época que se vive e aqui vão alguns exemplos... Quando a palavra CHÁ foi introduzida na nossa língua viviamos então no tempo das descobertas e como tal importada da Àsia... Mais recentemente os nossos bravos soldados e muito especialmente "os retornados" carregaram as malas com uma data de expressões africanas que qualquer dia serão oficializadas... Mas agora com "a crise" surgiu uma palavra (ou antes uma expressão) que embora conhecida de todos é bué utilizada pelos portugueses: "ESTÁ TUDO MUITO COMPLICADO!"... Realmente a Língua Portuguesa está a mudar de Pátria mas a culpa é toda da ESCRAVA ISAURA e "dos Letrados" da Brasileira... Já não bastava termos de dizer os dias da semana em Hebreu (e vá lá que a Santa Igreja ainda nos livrou da Primeira-Feira) para agora termos de adoptar termos que não nos dizem nada... Mas como disse antes ESTÁ TUDO MUITO COMPLICADO!... Não fossemos nós uma raça complicada mesclada de judeus e mouros, oriundos de um país complicadíssimo onde ainda mais complicado é tentar compreender como é que "o nosso national Dish" (o bacalhau) vem da terra do Artur Sousa... Shalón e Bom Apetite!
Valdemar Alves

António Querido disse...

O Português com a sua inteligência, sabe-se adaptar ao País onde vai parar, falo por mim, tive essa experiência, para não andar com tradutor a tratar dos meus assuntos, tive que aprender Fracês, meteram-me a trabalhar com Espanhóis, tive que aprender espanhol, e há uma língua que me fascina,(O Inglês) ainda comecei aqui,mas ao fim de meia dúzia de aulas desisti, a Professora, era exigente e rápida demais para a minha idade!
Mas digamos que até aceito, algumas palavras da nova ortografia, já outras me deixam um bocado confuso, como por exemplo: De "facto" não vou a essa festa, ou de "fato" não vou a essa festa, será que o leitor vai entender a que frase me refiro?

António Querido disse...

Rectificação! Onde se lê (Fracês) deve lêr-se (Francês)! As minhas desculpas!
Um abraço
Páscoa

Valdemar disse...

Depois de lêr o artigo com a devida atênção e os maravilhosos comentários senti-me mais ilucidado. Mais palavras para quê. Parabéns e um abraço para todos vós.

TINTINAINE disse...

Aproveitando a nova apresentação que iniciaste hoje, fui dar uma volta pelas mensagens antigas e reparei que faltava aqui o meu comentário. Lembro-me perfeitamente de ter lido este texto que exalta a «Língua de Camões» e admira-me não ter escrito nada sobre o assunto.
E já lá vai um ano!