quinta-feira, 20 de maio de 2010

Maleitas que me assolam - meus olhos

Como sou teimoso para burro, não uso óculos quando os deveria usar para ler desde os quarentas. Porém, agora estou feito ao bife, o “Comandante Tintas” lembrou-se de publicar tudo o que é artigo com caracteres tão diminutos que agora só de lupa. Curiosamente com uns exercícios para os olhos, que vou arranjando na Net, e porque acredito que o exercício faz bem, seja no que for que até em inglês se diz: “if you don’t use it, you loose it,” logo as marionetes não se zanguem, claro.
 Curiosamente, agora leio tudo sem óculos, mas há distância não consigo ver patavina! Lá terei eu que ir à procura de mais uns exercícios novos para os olhos! Porém fiquem sabendo que usei temporariamente por diferentes períodos: óculos para ler; para a distância; para estigmatismo e até para parecer bem ou mal!? Todavia, enquanto as cachopas a olho nu, não perderem o feitio, muito em especial o rabo de pêra, não é este rapaz que quer óculos. E aqui bato o pé! Tenho dito! Pronto! 

Tenho por hábito, quando não sei o “porquê”das coisas, as quais sempre existiram, de ir à procura delas. Acho que ao fazê-lo, além de ser um bom hábito, é gratificante e como o saber não ocupa lugar, como vai na gíria, faço-o com gosto.
Duma maneira geral quando aparece algum problema com a visão corre-se ao médico dos olhos, o que deve ser, e este chapa-nos com um par de óculos se assim achar necessário, e aí tudo bem, mas não esquecer, porém, que existiu sempre a nível dos médicos diferentes opiniões. Por isso os estudos sucedem-se e muitas das vezes a contradizer os anteriores. O que está correcto, porque só assim se atingirá um sucesso máximo nas pesquisas: catapultando-as para um nível mais alto.
Ora, ao saber-se que os olhos são uma bola do tamanho duma bola de pingue-pongue, estes têm tendência através dos anos, de se moldarem consoante as pressões que vão sofrendo das paredes à sua volta, ou se abatem por si, fazendo com que a sua forma se altere em excesso no seu alongamento, ou vice-versa; sendo essa a principal causa para que o ponto de focagem recaia para lá ou para cá da retina (como na película duma maquina fotográfica), que se encontra na parte detrás de cada olho. As lentes dos óculos têm aí, a função de transportar o ponto de focagem à retina (espelho/película), para que se processe uma focagem mais ou menos correcta. Contudo, tudo tem o seu preço, e aqui, é o ajuste na graduação; requerendo lentes novas de dois em dois anos, ao ponto de nada se conseguir ver sem elas, e estas, cada vez a tornarem-se mais grossas! Em baixo poderão ver um apanhado da Net, muito simplificado, onde mostra diferentes formas da bola do olho, causadoras dos problemas descritos em baixo.
 
Como os Olhos Trabalham

Olhos Normais
Para se ver claramente, os objectos têm que ser trazidos ao ponto de focagem que é precisamente na retina do olho. A retina pode ser comparada com a película numa câmara. A luz é trazida até ao ponto de focagem pela córnea e as lentes do olho. A curvatura do olho está idealmente aparceirada com o comprimento num olho normal. Um olho normal quando envelhece, as lentes perdem a habilidade de focagem para se ler e então precisam da ajuda de óculos para corrigir. Isto começa por volta dos 40 anos de idade.

 Miopia - quando se vê só ao perto
Se conseguir ver só ao longe, a córnea do olho não é curvada o suficiente, ou a bola do olho é muito curta (como se pode observar no desenho). Esta combinação de ambos factores causam que o ponto de focagem do olho fique localizada por detrás da retina. Quando a luz atinge a retina, uma imagem turva será vista, uma vez que os raios de luz não foram puxados para focar antes de atingir a retina.

Hiperopia - Quando se vê só ao longe
 Se conseguir ver só ao perto, a córnea do olho é curvada de mais ou a bola do olho é muito comprida (como se pode observar no desenho). A combinação de ambas trazem as imagens dos objectos à distancia a um ponto de focagem em frente da retina, uma imagem desfocada será vista uma vez que os raios de luz abrem-se depois do ponto de focagem que é antes da retina.
Olho com estigmatismo
Em caso de estigmatismo, a córnea do olho não tem forma esférica (como uma bola) por isso não traz a luz a um só ponto de focagem. Em vez disso, foca as imagens em vários pontos produzindo uma imagem turva. Ambos os olhos com miopia e hiperopia. podem também ter estigmatismo
 ...os olhos...
Olhos castanhos são leais
Verdes são encantadores
Azuis são belezas reais
Os pretos são dois amores

...Deus e os Olhos...
Olhos são uma dádiva de Deus
Há que estimá-los com afeição
Foram-nos dados para ver os céus
Para descobrir - bélicos encantos Seus
Vamos-Lhe implorar sua preservação
Amen

3 comentários:

Valdemar disse...

Ó Filho da Escola. Essa é indesculpável.
A visão é das coisas mais importantes que temos.
Se nos desleixamos mais tarde ou mais cedo vimos a pagar por esse erro.
Eu não tenho grande dificuldade em ver ao longe e mesmo ao perto consigo ler letras médias.
Uso óculos de lentas progressivas há vários anos e numa altura difícil comprei uma armação e lentes e na brincadeira com a amigo parti tudo e não esitei de imediato a comprar outros.
Vamos lá e começa a seguir o seu uso a tempo inteiro porque a visão é um bem essencial principalmente para aqueles como nós que precisamos dela para Ler e Escrever, que faz parte da necessidade premente do nosso dia a dia.
Um abraço. Se soubesses o que custa mandar nunca desobedecias. Chefe é chefe.
Facilitamos e depois pagamos com juros.

Artur/Leiria disse...

Obrigado amigo e camarada pelo teu conselho, prova de que queres bem à malta, no entanto opiniões são de quem são, e estas devem ser respeitadas porém nem sempre o que os entendidos dizem, o fazem por necessidade absoluta do paciente, mas sim, porque é o meio que usam para a sua sobrevivência. Vender a ideia; vender o produto, ou vender uma operação isso sim. Mais tarde quando chegar à minha garganta como maleita, explicarei algo relacionado com a minha forma de ver estas coisas…
Um abraço!

Piko disse...

As vossas respeitáveis opiniões, levam-nos a ponderar que conforme se vai evoluindo no conhecimento científico as reservas vão aumentando, mas o Valdemar tem a preocupação de que os olhos merecem uma resposta imediata, embora se saiba que ao mudar as lentes de 2 em 2 anos estamos a esbanjar grandes fortunas para as empresas da especialidade, enquanto o problema de raiz não fica resolvido, como muito bem argumenta o amigo A. Leiria.
Há que fazer opções e como "isto" não vai durar sempre, pelo menos ganha-se na qualidade de vida!
Por vezes, somos confrontados com a negligência de hospitais, em que no fim de um serviço de responsabilidade, assiste-se a um desfecho trágico em que pessoas acabam por perder a visão para o resto da vida... Como é possível, tamanho erro? Os procedimentos deveriam ser reavaliados pelos profissionais, introduzindo as alterações convenientes e passar a mensagem a todos os hospitais que fazem este tipo de operações.
Estou a lembrar-me de que no século XXI, não se pode dar fiabilidade a um produto que vai ser aplicado nos olhos de humanos só porque vem na embalagem habitual, com a mesma cor e o mesmo aspecto... Nada disto dá garantias nenhumas a quem vai operar, razão porque dizemos que os blocos operatórios têm de possuir outras formas de testar esses produtos, mesmo antes de ser aplicados nos pacientes, porque o erro humano faz com que nos deixemos de certezas!
Foi por isso que desde muito miúdos ouvíamos às pessoas mais antigas e sem cursos académicos:

« O SEGURO MORREU DE VELHO! »

Foi um prazer ouvir e poder dar uma opinião, que não pretende ser outra coisa, com a felicidade acrescida por saber que HOJE será o 1º dia do resto das nossas VIDAS!...
PIKÓ