terça-feira, 25 de maio de 2010

Maleitas que me assolam - meus riquinhos dentes

Ser desdentado! Coisa de que não gosto de falar, mas como para os amigos não deve haver segredos, aí vai. Aos doze anos, brincando com um irmão, este partiu-me um dente da frente com um copo. Todavia como não fui logo ao dentista porque o dinheiro dos meus pais era limitado e como em Portugal na altura não se valorizava muito os dentes, os problemas sucederam-se,  o que não acontece aqui no Canadá, em que os dentistas fazem tudo para salvar um dente em mau estado, porque logicamente faz parte do seu ganha-pão.
 Todavia, em vez de o tratarmos de imediato deixamos que o dente se infeccionasse ao ponto de ter que se arrancar. Infelizmente mais uma vez, em vez de se colocar de seguida um dente postiço para segurar os dos lados, deixamos passar muito tempo, ao ponto de que estes entortaram-se para o espaço vazio que tiveram também que ser arrancados, porque não havia conhecimentos em portugal , penso, para através de aparatos próprios como há hoje de os levar ao lugar!
Na altura, não haja dúvidas que, apesar de os tempos serem outros, os dentistas percebiam tanto de dentes como eu percebo de um lagar de azeite, arrancavam-se dentes bons só porque doíam, não havia solução para os que infeccionassem, tratamentos da raiz de dente, root canal, só na Alemanha venho a fazer um tratamento desses.
Hoje porem é uma ciência, como todos devem saber, que deu para aí uma volta duns 360 graus. Nesses tempos vivíamos na ignorância no que toca à saúde e muito em especial o que tocava há higiene da boca e dentes.
Lembro-me que, aqui no Canadá, há muitos anos atrás fui ao dentista pensando que tinha um pequeno problema com um só dente e venho de lá com nove chumbados duma só vez, quando em Portugal tinha que se ir visitar tais sabedorias umas três vezes só para a preparação para chumbarem um dente, depois disso foi um nunca mais acabar com os meus ricos dentinhos…
Foram pontes, dentes de ouro, pivôs, capas, root canals, arrancamento de todos os materiais de base de mercúrio e trocámos por materiais não tóxicos ao corpo etc., etc. Porém, com alguns conhecimentos pessoais, tudo praticamente mudou.
Hoje sabe-se que com os devidos cuidados, temos dentes até aos 120 anos de idade. Não sou dentista, nem quero pesquisar na Net para chapar um artigo semelhante aqui, mas sim fazer há minha maneira, como sempre gostei de saber o porquê das coisas, como venho dizendo a algum tempo a esta parte. Aí, obrigo-mo a ir à procura delas, e com um pouco de senso comum, nós até conseguimos ir lá.
Na altura, porque os nossos pais não sabiam mais, pensado que chegava, diziam para lavarmos os dentes antes de irmos para a cama e mais nada. Ora, das muitas doenças da boca, gengivas e dentes, lavá-los era/é pouco melhor do que nada, quanto mais não fosse andávamos erroneamente convencidos que os dentes e boca não iriam ter problemas tão cedo.
Com a escola da vida, e um pouco do que se vai pesquisando aprende-se que, se não fosse a saliva na boca, não passaríamos dos dentes de leite. A boca, como toda matéria que compõe o corpo é um poço de bactéria, e é essa bactéria, e não a terra como é uso dizer-se, que por fim nos vai ainda comer quando formos depositados na quinta dos calados, ou das tabuletas se quiserem, um dia.
Portanto, enquanto a boca está bem saturada de saliva, muito em especial durante o dia o perigo da carie e infecções causadas por bateria está minimizado, o problema é, quando ao dormir-se ficamos com a boca seca porque as glândulas salivares não estão activas, e aí, a festa da bactéria e do arrebenta porque é  mesmo da brava!
Para minimizar a festa/ataque bacteriano, é necessário limpar “flossing”, com um fio dental ou um palito triangular apropriado para o efeito entre os dentes. Razão é porque, a escova dos dentes não atinge todos os espaços entre os dentes e o palito ou o fio sim.
A necessidade para essa operação, não é tanto para limpar os resíduos da comida mas para disturbar a bactéria da boca a qual precisa de tempo para se reagrupar, como as abelhas numa colmeia por exemplo, para produzir o ácido e outras substâncias químicas causadoras das gengivites e cáries dentárias entre outras. Depois de se ter escarafunchado, há que embriagar a bactéria bochechando com um líquido dentífrico “mouth wash” – eu uso de 5 -10% de água oxigenada para os 90% de água, que trabalha esplendorosamente!
Amigos, caso requeiram cuidados médicos por favor não dependam do que vos digo, isto serve só como material informativo e ao mesmo tempo para vos desafiar a imaginação como se fôssemos cachopos na primeira idade quando na realidade pertencemos já há terceira. Aposto que estou certo… Estarei?
Haja saúde e coza o forno porque amanhã há mais...

...oOo...

Dentes e dentuças

São valores imprescindíveis

Ao comer-se como lambuzas

Manjares bem comestíveis



Fazem parte também

Dum aparente visual

Muitos infelizmente porém

Sofrem duma perda total



Sabemos no entanto

Que o visual é importante

Mas a saúde será, portanto

Aquilo que deve ir avante

2 comentários:

Anónimo disse...

Só de ouvir falar em Dentista fico a tremer.
Também na minha casa os tostões eram poucos e nem me lembro de ouvir falar em dentistas a não ser já em adulto,quem arrancava os dentes ao pessoal era barbeiros, parteiras, ferradores e outros que tais, um dia andava eu a vindimar e as dores eram tantas que a minha mãe,foi comigo ao médico de clínica-geral mais próximo da minha terra, e lá me arrancou o dente sem anestesia, passados uns anos é um frade numa casa de Saúde que me fez o mesmo trabalho,também a sangue frio, fiquei a partir dai com um verdadeiro terror quando tenho que ir ao dentista. Ainda não há muitos anos aqui onde moro um artista Brasileiro que tem lá uma chapa na porta a dizer que é dentista me fez passar um mau bocado, ao ponto de me ter vindo embora sem lhe pagar.
Nos últimos anos parece que acertei e até ver tenho me dado bem com um que dá consulta em Oeiras, mas mesmo assim quando entro no consultório e que ouço aquele maldito berbequim a zunir começo logo a transpirar.
Um abraço
Virgilio Miranda

Artur/Leiria disse...

Quanto a historia do primeiro dente, que o meu irmão me partiu, e ao ir ao dentista para me o arrancar mas quando o vi com uma agulha para o anestesiar, aleluia que já havia disso nessa altura em Portugal, foi cá uma guerra para que eu o deixasse que, só ao fim duns 20 minutos de luta com o dentista e a minha mãe, deixei que me anestesiasse mas depois de me dizer que não iria doer nada… Desde dai parece que achei gosto na coisa, mas não me consigo descontrair totalmente mas tento usar a mente para o fazer… não e bom biscate não!
Saúde!