domingo, 3 de março de 2013

Salvamos Portugal

Serve este post para, no caso os amigos concordem, expor ideias sobre como Portugal deveria ser governado - democraticamente claro - agora e no futuro. As vossas ideias/comentários seriam futuramente acrescentados nesta página ao serem por mim recebidas, porém alguma ética aqui será devida sujeita a critério próprio. Fazendo-o; talvez venhamos a afastar um pouco o pessimismo que vai afectando o estado psíquico de todo o português no presente… se concordarem - vamos a isso. (Uso aqui o vermelho pela gravidade do assunto.)

O mundo está abarrotando de ideias, mas estas sem pernas, não irão a lado nenhum. Por isso como português liberado que sou, penso ter o direito de o fazer também. O que Portugal precisa é duma renovação total no campo político, constitucional e económico. 

· Começar por fundar e eleger um NOVO PARTIDO POLÍTICO pronto a concorrer em eleições futuras com uma plataforma reformadora, para isso precisa-se de gente inovadora, honestamente pronta a tomar as rédeas de um futuro Governo. (Aqui penso ser o maior dilema, mas tudo é possível se a alma é grande.) 

· Logo este eleito governar inicial e interinamente através de referendos, usando os avançados meios de comunicação, para a aprovação de toda a lei reformista de primordial importância até que estes fossem aprovados e implantados pela assembleia. 

· Reformar todos os ministérios fazendo com que a eficiência e gastos estivessem debaixo dum escrutínio absoluto. Para isso, corpos reguladores teriam que ser criados para a supervisão destes. 

· Cortar no número de ministérios que o Povo em processo de referendo concluísse serem desnecessários. 

· Controlar os ordenados, embora se mantivessem remunerativos para presentes e futuros políticos, para que o interesse permaneça nas cabeças inteligentes dos interessados na formação e prosseguimento da carreira política. 

· Acabar de imediato com o lobby, e parcerias, as quais tremendamente foram e são causativas da ruína dum país. 

· A meu parecer acabar com a pasta do PR e eleger democraticamente o herdeiro, a comprovar, da linhagem real, para que este supervisionasse e defendesse a nova constituição portuguesa. (Desta forma os futuros descendentes (chamem-lhe monarquia em democracia se quiserem) poderiam ser mestrados sobre uma sólida e concreta carreira do estudo da Constituição, criando neles o brio e heroísmo próprios para a honra de Portugal.) 

· Lógico que para uma concretização possível desta natureza será inevitavelmente necessário pôr Portugal a trabalhar. E porque não fazê-lo aproveitado ideias e descobertas tecnológicas que vão sendo feitas em Portugal!? O governo aqui deveria envolver-se, pelo menos inicialmente, com capitais de investimento em projectos de envergadura inovadora, mais tarde torná-los públicos onde todo cidadão se pudesse tornar accionista – portanto – tornar-se seu dono... 

· Para continuar se houver apoio…



7 comentários:

António Querido disse...

Tudo isto poderia resultar e dar os seus frutos, mas não com políticos e sim com patriotas honestos e democratas, vejamos o exemplo da Suíça, hoje aprovado, assim sim,(é o povo quem mais ordena), os portugueses saem para a rua, mas não é com cantigas que se fazem ouvir no parlamento, o mesmo tacho serve todos os políticos, o meu voto é: Todos os políticos para a rua, já!

Artur Sousa disse...

Amigo Querido, o que expressas é mais do mesmo que, provado está, não vai a lugar algum. Queiras ou não, temos que viver com políticos, por conseguinte, controlados por eles. Porém, democraticamente ainda temos a força de fazer alguma coisa quanto à escolha do menos mau logo o processo seja claro e honesto ao escolhê-lo. Quando dizes que políticos se querem na rua e já, não seria viável porque entraríamos de imediato numa anarquia… aí, todos ralhariam sem terem razão. Vamos pois, expor opções construtivas que nos soem positivas deixando de alimentar tudo o que seja lamurioso que vai sendo pertence do tão famigerado fado português. Construindo… construindo… nas palavras e obras… isso sim, ainda é possível. Há que alimentar o sonho tornando-o realidade… vamos-lhe.
Abraço

Observador disse...

Sou um pessimista militante sem volta a dar, e assim sendo não acredito que a geração actual, nem a próxima consiga dar a volta ao estado a que isto chegou, somos um Povo que se habituou á mama, pouco ou nenhum respeito pelos seus semelhantes, que não melhorou, antes pelo contrario com as tão faladas qualificações das novas gerações. Eu que ando por aqui nas minhas caminhadas mas que não me limito a andar por andar, antes vou observando tudo o que se vai passando á minha volta, digo-te Amigo Artur, não auguro nada de bom para o nosso futuro.
De qualquer modo aplaudo a tua iniciativa.
Um abraço
Virgilio

Artur Sousa disse...

Virgílio, os nossos discos rígidos, velhos, quanto toca à evolução supersónica do mundo da computorização, estão programados com tanto lixo (desculpa) que já nem aceitamos o ‘updating’ necessário para aceitar a reprogramação necessária para as novas tecnologias (novas ideias) e aí é que a porca torce o rabo. Pena é que a esperança venha a morrer prematuramente quando esta deveria ser a última. Não quero de forma alguma passar por um valentão das dúzias, longe disso, porém, se não formos usando o cérebro, enquanto ainda pensa com lógica, para o usar na restrição de tudo quanto é pessimismo, será como duma angariação de lenha se tratasse para nos auto queimarmos!
Por isso há que alimentar a tão imprescindível ESPERANÇA …
Abraço

Valdemar Ribeiro Alves disse...

Como foi possível Portugal chegar a este estado?!... Na minha opinião, os portugueses vivem uma falsa ilusão de liberdade e por isso mesmo nem uma palha mexeram até agora para resolver a situação a que chegaram... O que se passou em 74 foi Sol de pouca dura. Em 76 voltou-se novamente a uma Ditadura, e desta vez pior do que a anterior... A chamada DITADURA-DEMOCRÁTICA, onde o cidadão tem todo o direito de berrar, mas atenção, de berrar pacíficamente, porque para isso lhe deram o privilégio de votar... Aliás dizer mal "da Ditadura do Botas" é dizer mal de nós mesmos, que voluntáriamente servimos o Regime na Guerra do Ultramar... A meu vêr a Liberdade difere do tamanho do porta-moedas de cada um, e neste momento de Liberdade mesmo, os portugueses, só têem a Avenida... A Grécia já começou a limpeza pondo um ex:Ministro da Defesa no xelindró, e nós que fizémos, NADA!... A não sêr cantar a Grândola Vila Morena e ainda por cima desafinada.

TINTINAINE disse...

Isto só lá vai com medidas drásticas.
Para começar é preciso criar o «Imposto da Pila Mole» para resolver o problema da demografia.
Tudo que é solteiro, paneleiro ou, por outra qualquer razão, não tem ou não quer ter filhos tem que pagar imposto.
E quando pedir a reforma, se não tiver um mínimo de 3 filhos, descontará 10% da reforma calculada por cada um que lhe falte.
E 10% de bónus por cada filho a mais.
Eu quero ver todo o macho de pau feito a correr atrás da febra!
E metade do nosso problema estará resolvido!

Valdemar Ribeiro Alves disse...

Acho bem a ideia do Tintinaine... Mas a verdade é que em Portugal não há incentivo nenhum para se ter filhos... Agora, até está na moda figuras de prôa da vida nacional, mandar os outros "levar no cú" e ninguém fica escandalizado... Portugal como o conhecemos irá mudar brevemente de genes e de culinária, passando o cozido à portuguesa a sêr um prato raro nos nossos (deles) restaurantes... Estamos a assistir ao vivo à derrocada de um país, que de colonizador de terras e almas, passou a colonizado por telenovelas, acordos ortográficos e investimentos que nos irão trazer ainda mais dôres de cabeça.